segunda-feira, 4 de setembro de 2017

NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR DAS COISAS QUE VIMOS E OUVIMOS

Pr. Alessandro Leonardo

Somos chamados para falar da salvação que Jesus Cristo oferece para todos. Falar de Jesus, no entanto, é mais do que uma tarefa - é uma missão. E essa missão é, por assim dizer, algo que devamos ter queimando em nossos corações, de tal maneira que não consigamos ficar sem realiza-la. É fato que muitas vezes, diante dessa missão de falar respeito de Jesus, ouvimos pessoas dizerem coisas como: “As vezes tenho vontade de falar de Jesus, mas não sei como fazer.

E pra falar a verdade, não tenho tido muitas oportunidades de fazer isso, pois poucas pessoas querem ouvir”. Tais afirmações revelam verdades e equívocos. É verdade que nem sempre sabemos exatamente como falar de Jesus, e que nem sempre as pessoas querem ouvir a respeito do Evangelho. Porém, é um equivoco achar que precisamos saber todas as respostas para poder falar de Jesus.

Ou que, por causa da resistência ao Evangelho por parte de algumas pessoas, a nossa convicção ao falar de Jesus deva esfriar-se. É importante lembrar que testemunhar a respeito de Jesus é não apenas uma necessidade, mas uma ordem dada por Deus para todos os seus filhos. Como então podemos continuar a falar de Jesus, mesmo diante de tais verdades e equívocos?

Podemos aprender com a atitude do apóstolo Pedro em At 4.5-22, onde o mesmo passou por tais dificuldades. Ele havia testemunhado de Jesus, demonstrando o seu poder (cura), falando e pregando. E ele fez isso diante de um contexto difícil, pois, além de não ser culturalmente tão preparado quanto os sacerdotes e as autoridades presentes, ainda foi pressionado para não falar mais de Jesus.

Mas nada disso foi impedimento para que ele continuasse pregando o Evangelho, pois o mesmo sabia que sua capacidade de falar de Jesus vinha do Espírito Santo. Além disso, Pedro tinha uma profunda convicção de que não poderia deixar de falar daquilo que Jesus era e realizava, ou seja, que Ele era o salvador prometido, e que quem receber Jesus como seu senhor será salvo.

Ele tinha essa fé porque conhecia a Jesus, e sabia que aquilo que ele pregava era verdadeiro. Por causa dessas coisas, não houve que pudesse lhe contestar. Tomando como exemplo o posicionamento de Pedro, temos além da convicção da missão de Deus para nós de pregar o Evangelho, também a certeza de que Ele nos capacitará para essa missão. Desde que tenhamos um firme relacionamento com Jesus, podemos falar dEle, mesmo diante de qualquer dificuldade.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

Pr. Raphael Trindade
raphael@ipidoipiranga.org.br

Pode alguém negar água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós.” Atos 10:47

Tenho por vezes a percepção que, pela nossa tradição cristã de espiritualidade, não desfrutamos plenamente da presença e manifestação do Espírito Santo. Temos optado a trilhar um caminho limitado na nossa vida cristã que muito leva em conta a racionalidade da nossa fé, uma experiência essencialmente humanizada e antropocêntrica, que tem gerado uma espiritualidade previsível, que basicamente reage e se “defende” de outros movimentos que julgamos distantes da verdade.

O legado reformado que temos (que muito nos vale) pode gerar em nós essa racionalização (quase que “legalista”) da nossa fé, limitando nossa vivencia espiritual ao “peso” da palavra. Obviamente que as Escrituras Sagrada é a nossa única regra de fé e prática, porém, o verdadeiro entendimento bíblico só se obtém pela ação do Espírito Santo, e não pela capacidade humana de interpretação histórica e sistemática. Que o Espírito Santo se manifeste nas nossas vidas, nos trazendo o entendimento da Palavra de Deus.

A ação do Espírito também nos traz o verdadeiro entendimento de quem, de fato, somos. Corremos, tantas vezes, o risco de absorver uma vivência espiritual antropocêntrica, que expõe nossas necessidades pecaminosas mais íntimas, na satisfação de desejos e vontades pessoais. Que o Espírito Santo se manifeste nas nossas vidas gerando uma submissão à vontade de Deus, e que dessa forma, possamos, de fato, desfrutar plenamente da presença sobrenatural de Deus.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A IGREJA DE CASA EM CASA

Pr. Raphael Trindade
raphael@ipidoipiranga.org.br

"Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa.” Atos 20:20

A primeira geração da igreja cristã, chamada primitiva, tem muito a nos ensinar, aliás, nos acostumamos a olhar para ela dessa forma, um tanto quanto idealizada. Obviamente, respeitando os contextos próprios, a comunidade cristã do primeiro século possui aspectos exemplares em muitas áreas: as experiências com o Espírito Santo, a submissão ao ensino dos apóstolos, a vivência comunitária, a prática missionária e outras posturas que naturalmente levavam essa igreja ao crescimento: “(...) e o Senhor acrescentava diariamente os que iam sendo salvos”.

Dentre todas as características modelares da comunidade primitiva que gerava essa expansão da igreja, uma merece certo destaque: o ponto focal da igreja do primeiro século foi a casa das pessoas. A espiritualidade desses irmãos era vivenciada no contexto dos lares. Em diversas passagens no livro de Atos, e também em outras cartas do Novo Testamento é possível perceber esse contexto. Estavam todos os discípulos reunidos em uma casa no capítulo 2 de Atos quando o Espírito Santo os visitou.

Esses irmãos partiam o pão em suas casas e juntos participam das refeições. Encontramos também no capítulo 8 de Atos, Paulo (ainda Saulo) assolando a Igreja do Senhor indo de casa em casa. A comunidade reunida na casa de Maria, mãe de João Marcos, para a oração, Lídia se entregando a Jesus em sua casa junto a alguns discípulos. O carcereiro da prisão de Paulo e Silas os convidando para a refeição na sua própria casa.

Olhemos para essa face da igreja para extrairmos importantes reflexões diante da nossa prática como parte da comunidade de Cristo Jesus. Será que tantas vezes não experimentamos a plenitude da dinâmica de expansão da Igreja de Cristo porque ela não faz parte das nossas casas? Ainda que estejamos em um ambiente institucionalizado, secularizado e clerical, devemos assumir esse desafio de “levar” a igreja para a nossa intimidade, sobretudo, os seus valores e especialmente seus integrantes, a saber, as pessoas.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

TOME UMA ATITUDE PARA SER BÊNÇÃO NA IGREJA

Pr. Alessandro Leonardo

Deus nos deu o privilégio de fazermos parte de sua igreja. E parte desse privilégio é poder colaborar para que a igreja seja edificada. Cada um, de acordo com seus dons e talentos, pode colaborar para essa edificação e crescimento. Mas será que apenas possuir esses dons é suficiente para que possamos colaborar para a edificação da igreja? Sem dúvida, o bom uso dos dons ajuda muito a igreja a caminhar, desde que se dependa da graça e poder de Deus. Mas, o que vai fazer a diferença muitas vezes é o tipo de atitude que mantemos ao nos envolvermos na obra do Reino de Deus. Precisamos escolher as melhores atitudes. Podemos ver isso por meio do exemplo demonstrado no texto de Atos 11.1-18, onde ocorrem ao menos três tipos de atitudes diferentes, as quais nos alertam para que possamos escolher como lidar com cada uma delas: (1) A atitude da crítica destrutiva - Em At 11.3, muitos judeus conservadores questionaram Pedro sobre o fato de ele ter entrado na casa de gentios, e até ter comido com eles. Os judeus assumiram uma postura crítica, porque valorizavam mais a tradição religiosa e sua própria posição, e não consideravam as pessoas que estavam sendo salvas. Pense bem, será que não há o risco de também tomarmos essa atitude? Há que se ter cuidado para não rejeitarmos pessoas ou projetos, apenas porque não são como pensamos. (2) A atitude da confiança em Deus - Pedro, a princípio, fica com receio em cumprir à ordem de Deus de levar o evangelho aos gentios. Isso porque essa atitude ia contra suas tradições, além de coloca-lo sob o risco de fortes críticas. Mas ele confiou em Deus, e fez o que lhe foi ordenado, indo à casa do gentio Cornélio, pregando a toda a sua família o evangelho. Como resultado, eles creram e foram salvos. Quando tomamos a atitude de confiar em Deus, mesmo que haja obstáculos, somos usados por Deus para que Sua benção e graça cheguem à vida das pessoas. (3) A atitude do apoio e unidade - Pedro já havia entendido o chamado de Deus. Já havia passado por experiências fortes com Jesus e com o Espírito Santo. Mesmo assim, ele sabia que teria problemas ao pregar para a família de Cornélio. No entanto, quando surgem os três homens enviados de Cesaréia para estarem com ele, juntamente com outros seis irmãos, ele sentiu-se encorajado, apoiado para fazer o que precisava ser feito. Às vezes, temos pessoas na igreja que têm a atitude, a visão de fazer a coisa acontecer, mas precisam de apoio. E esse apoio faz muita diferença. Que possamos sempre escolher a melhor atitude para ser bênção na igreja!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FAMÍLIA É GRANDE HERANÇA DE DEUS PARA NÓS

Pr. Alessandro Leonardo

Neste final de semana estamos refletindo mais uma vez sobre a importância da família como um projeto de Deus para nós e para nossa sociedade. Um dos muitos textos bíblicos que abordam esse projeto é o Salmo 127. Este texto considera a dependência que temos do Senhor ao vivermos em família, onde Ele nos dá segurança, e demonstrando que a continuidade da família (filhos) é uma herança, um presente que vem dEle. Ao mesmo tempo, nos leva a refletir que a qualidade da convivência em família vai depender - além da confiança em Deus - da forma como cuidamos e lidamos com nossos familiares. Assim, tendo o Salmo 127 em perspectiva podemos refletir acerca da nossa vida em família por meio de três perguntas:

1. Quanto tempo você dedica para seu cônjuge? - Quantas pessoas hoje tem perdido tempo de qualidade com a sua família por causa de uma série de atividades. Muitas pessoas tem se envolvido em tantas coisas, mas não passam tempo com sua família. Esquecem que o mais importante é buscar a bênção de Deus. De viver em conformidade com a vontade de Deus. Não precisamos sacrificar nossa família para nenhuma das nossas necessidades. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.

2. Quanto tempo você passa com seus filhos? - Porque Deus dá filhos como herança? Porque esse é o maior presente que Deus pode nos dar. A família que Deus nos deu é a coisa mais importante da nossa vida! Nenhuma riqueza é mais importante do que ter um filho abençoado. E é através de nossa herança - nossos filhos - que Deus nos dá continuidade e perspectivas de futuro. Esse é o maior galardão que alguém pode receber.

3. Filho, qual valor você tem dado para seus pais? - Como está o seu relacionamento com seus pais? Quando as pessoas olham para você, o que elas pensam a respeito de seus pais? Elas pensam bem de seus pais? Ou pensam mal? Você dá orgulho ou vergonha para eles? Os filhos devem valorizar a educação, o amor e o tempo que seus pais lhes dedicam. Lembremo-nos que honrar nossos pais é o primeiro mandamento com promessa (Ex 20.12). É, portanto, uma ordem do Senhor.

Ao refletirmos nessas três perguntas, que possamos respondê-las da melhor maneira possível. E isso pode ocorrer se buscarmos o conselho perfeito da Palavra de Deus.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

VAMOS COMEÇAR DE NOVO?

Pr. Raphael Trindade
raphael@ipidoipiranga.org.br

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.” Rubem Alves

Você já se divertiu com um brinquedo chamado “Queda Blocos”?  É aquele com várias peças de madeira onde o objetivo é a construção de uma torre mantendo o equilíbrio da mesma na retirada e colocação das peças. Se sim, certamente já passou alguns bons minutos com brincadeira e se frustrou algumas vezes, pois sempre terminava com o desabamento da torre. No final, sempre a pergunta: Vamos de novo?

A nossa vida está bem longe de ser uma brincadeira, mas vez ou outra a nossa “torre de madeira” desaba. Uma frustração diante de um projeto mau sucedido, um desapontamento pela má notícia, uma angústia por perdas na vida, de pessoas, recursos, rupturas que acontecem no âmbito profissional e relacional, um emprego que se foi, um relacionamento que não existe mais. Diante dessas situações, vem a pergunta: Vamos de novo?

Como é difícil para o ser humano recomeçar, iniciar novamente a construção, passar de novo por etapas outrora já superadas, trilhar os mesmos caminhos que geraram dor e sofrimento no passado. A vida, por vezes, nos reserva tais experiências, talvez como uma segunda chance, ou uma etapa para o amadurecimento, ou tantas outras vezes, nem conseguimos explicar os motivos, mas devemos exclamar no coração: Vamos de novo!

A sabedoria que encontramos nas escrituras sagradas nos ensina o tempo todo a recomeçar. O nosso Deus é assim, do renovo, da restauração, do perdão, da segunda (terceira, quarta, ...) chance. Ao longo da história, boa parte dos filhos e filhas do Senhor tiveram que recomeçar em algum momento na vida, voltaram ao caminho, reconstruíram a esperança. Se for o seu caso, te convido pela graça e benção do Senhor a começar de novo!

terça-feira, 18 de julho de 2017

HOMENS E MULHERES QUE PERTENCEM AO CAMINHO

Pr. Raphael Trindade
raphael@ipidoipiranga.org.br

“Enquanto isso, Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. dirigindo-se ao sumo sacerdote, pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, de maneira que, caso encontrasse ali homens ou mulheres que pertencessem ao Caminho, pudesse levá-los presos para Jerusalém.” Atos 9:1-2

Como são conhecidos os seguidores de Cristo hoje? Cristão, porque servem a Cristo? Evangélicos, porque seguem o Evangelho? Protestantes, porque são oriundos da reforma? Presbiterianos, porque frequentam essa denominação histórica? Podemos especular até outros adjetivos, mas não vem ao caso.

Existe muita dificuldade hoje em dia de definir verdadeiramente o seguidor de Jesus por vários motivos, talvez o maior deles é tendência humana pela sofisticação sempre motivada por uma sempre presente vaidade. Na busca pelo contentamento e satisfação, buscamos tantas “fórmulas secretas” e “receitas mágicas”, inclusive na condução da nossa espiritualidade.

No primeiro século, confundido com mais um grupo judaico semelhante aos fariseus e saduceus (“seitas”), os seguidores de Cristo eram chamados de “os do caminho”. No livro de Atos, por diversas vezes, antes mesmo de se considerarem cristãos (ou “pequenos cristos”), esses seguidores foram identificados dessa forma: aqueles que seguem o caminho do Senhor.

Percebemos Jesus Cristo nos evangelhos sempre envolvido com “um caminho”: encontrava as pessoas no caminho, desafiava seus discípulos a te seguirem pelo caminho, curava e pregava sua mensagem no caminho, e em João se auto intitulou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” João 14:6

A nossa vida é um caminho, e como tal, um processo que nos leva há um destino. Jesus Cristo é o caminho! Que sejamos conhecidos como aqueles que seguem esse caminho de verdade e vida!